
Foi por causa dele e do Fernando da Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, que propus ao governador Ronaldo Lessa a criação da Lei dos Mestres. Era o reconhecimento do Estado da necessidade de amparar os mestres da cultura alagoana. Uma ajuda mensal e vitalícia de R$ 500,00 para aqueles que o Conselho Estadual de Cultura classifica como mestre, além de outros enquadramentos em critérios sociais. Sei que ainda hoje essa lei protege os que se destacaram como patrimônio do saber da nossa terra.
Guardarei para sempre uma das últimas conversas que tive com ele, durante o café da manhã que promovíamos para artistas e funcionários da secretaria. Desafiei, em tom de brincadeira, a “embolar” com o seguinte mote: “topei no paralelepípedo e cai no purgatório”. Ele riu e disse: Isso aí é mote, homem! Você quer me enrolar! Como diabos alguém consegue dizer um negócio desses? Ele tinha razão; não era mote. Era somente uma desculpa para vê-lo dar um grande sorriso.
Vai o seu corpo e fica a história e os ensinamentos do Mestre.
Foto do Site Tudo na Hora